Diário
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JUNHO
Sexta
11

Viajamos de carro quase 4 horas de Maceió até o Recife para embarcar em vôo direto para Lisboa.
No aeroporto, fomos idenficados, fizemos o check-in, recebemos diversas orientações (veja a seção "Dicas") e passamos para a área de embarque com bastante antecedência (cerca de 1 hora e meia), prevendo filas na vistoria de Polícia Federal, fato que se comprovou posteriormente.
O vôo saiu no horário, durando cerca de 7 horas até a chegada a Lisboa. A aeronave era enorme: um Air-Bus A330-200, com capacidade para mais de 260 passageiros, possuindo 2 grandes corredores e monitores de vídeo LCD em cada poltrona. Nestes monitores, era possível acompanhar o trajeto da aeronave (mapas semelhantes aos de um GPS), além de dados como velocidade, altitude, temperatura, tempo de vôo e horários.
Também era possível assistir nestes monitores diversos filmes (vários canais), com fones de ouvido individuais.
Considerando o tempo de viagem e o apagar das luzes, alguns ainda continuaram a assistir filmes, mas a maioria, como eu, acabamos dormindo um pouco.

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Local: Embarque Internacional, Aeroporto de Recife, Pernambuco, BR.
Data/Hora: 11/07/2008 às 18:02 (BR).
Detalhe da foto: Aguardando chamada para o embarque.
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Local: Monitor para cada passageiro da aeronave
Data/Hora: 11/07/2008 às 19:37 (BR).
Detalhe da foto: A imagem ficou tremida devido a trepidação.
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Local: Interior da aeronave, um Air-Bus A330-200.
Data/Hora: 11/07/2008 às 19:54 (BR).
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Local: Monitor de cada passageiro.
Data/Hora: 11/07/2008 às 19:59 (BR).
Detalhe da foto: Informações sobre o vôo estiveram sempre disponíveis para consulta.
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Local: Interior do avião, após desligamento das luzes.
Data/Hora: 11/07/2008 às 21:11 (BR).
 
JUNHO
Sábado
12

Desembarcamos em Lisboa às 6 da manhã (hora local, ou 2 horas da manhã pelo horário do Brasil).
O dia estava clareando, havia um intenso frio causado por um vento gelado.
Na alfândega, além da vistoria de malas e da porta de detecção de metais, apresentei meu passaporte que ganhou o seu primeiro carimbo: "Lisboa". Como "estrangeiro", tive que informar o meu endereço de destino (mais detalhes, veja "Dicas de Viagem").
O aeroporto de Lisboa estava em obras, então desembarcamos em um terminal e tivemos que seguir para outro, a fim de embarcarmos para o Porto, nosso destino aéreo final.
Diferentemente da primeira aeronave, a segunda era bem menor (Fokker 100) e parecia antiga (desgastada, talvez). O vôo Lisboa-Porto durou apenas 45 minutos, teve um certo atraso na saída e nada de espetacular.
Finalmente desembarcamos na cidade do Porto, às 08:51 horas (horário local). Já havia parentes a nossa espera e seguimos de carro pelas auto-estradas rumo ao extremo norte de Portugal - destino: cidade de Chaves (menos de 2 horas de distância, porém a imensa quantidade de estradas e desvios existentes levaram-nos a um percurso um tanto maior).
Em Portugal, como em toda a Europa, utiliza-se navegação por GPS, algo que ainda não é inteiramente preciso, face às constantes mudanças pelas quais o país vive.
No início, foi difícil o entendimento do que meus parentes falavam, tudo era dito muito rápido e havia um vocabulário que transcendia as minhas capacidades cognitivas, o que foi vencido gradualmente ao longo do dia.
Após a chegada a Chaves e o devido descanso, saímos para um primeiro e agradável reconhecimento da cidade.
Chaves é uma cidade maravilhosa, muito organizada, tudo parece fluir com perfeição, tem lindos parques, ruas e casas magníficas, pontes e monumentos históricos, enfim, um mundo novo a ser explorado e admirado.
A cidade mescla o extremamente moderno com o mais antigo: arquiteturas imponentes e modernas ao lado de monumentos milenares e seculares (ruas antigas, muralha, castelo e forte, só pra se ter uma idéia).
Trata-se de uma mistura também presente nos hábitos das pessoas, nos automóveis, na produção de alimentos, etc. O país se tornou um imenso canteiro de obras: casas, estradas, maquinários, construções de parques e muitas outras coisas, por isso é inevitável destacar o contraste do antigo com o novo.
Dentre os monumentos da cidade de Chaves, destacam-se, sem sombra dúvidas: a Ponte Romana (com quase 2000 anos), a Grande Muralha e a Torre do Castelo, todas praticamente da mesma época.
O passeio a beira do Rio Tâmega complementa as atrações, o que inclui um visita às Caldas (águas termais consideradas milagrosas) e muitas fotos fantásticas. O difícil é depois conseguir selecionar apenas algumas.
As vielas (ruas estreitas) permitem aos visitantes perceber o mundo de alguns séculos atrás, remetem-nos, portanto, a uma incrível viagem no tempo. Mesmo pequenas, essas vielas tem, ainda hoje, trechos para passagem de carros, roupas estendidas em algumas janelas e muito comércio em pleno funcionamento. Também é verdade que ainda existem prédios abandonados e ruínas por toda a parte, mas a imponente beleza do restante ofusca este aspecto.
Das coisas diferentes deste primeiro "encontro" com o novo, pode-se destacar a diferença de educação dos motoristas que param na faixa de pedestre, o custo de vida semelhante ao do Brasil, o zelo pelo patrimônio público e o tardio pôr-do-sol, que só acontece após às 21 horas.
Em um dia não foi possível apreciar tudo. Chaves ainda tem muita coisa pra se ver, e consequentemente, muita pra coisa pra se dizer.

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Local: Aeroporto Internacional de Lisboa, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 05:59 (PT).
Detalhe da foto: Momento do desembarque.
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Local: Aeroporto Internacional de Lisboa, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 06:41 (PT).
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Local: Aeroporto da cidade do Porto, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 08:51 (PT).
Detalhe da foto: Momento do desembarque no Porto.
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Local: Praça do Brasil, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:03 (PT).
Detalhe da foto: Os cruzamentos não tem semáforos.
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Local: Praça do Brasil, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:03 (PT).
Detalhe da foto: Ao fundo, a torre do Castelo de Chaves.
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Local: Vista de uma das pontes em Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:13 (PT).
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Local: Parque das Caldas, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:26 (PT).
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Local: Parque das Caldas, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:33 (PT).
Detalhe da foto: Conhecendo uma oliveira.
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Local: Parque das Caldas, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:36 (PT).
Detalhe da foto: A área de brinquedos para crianças apresenta piso emborrachado, a fim de evitar acidentes.
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Local: Parque das Caldas, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:51 (PT).
Detalhe da foto: Antiga passagem sobre o Rio Tâmega, quando não haviam pontes.
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Local: Rio Tâmega, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:59 (PT).
Detalhe da foto: Ao fundo - a Ponte Romana.
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Local: Antigo Jardim dos Namorados, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 18:59 (PT).
Detalhe da foto: Localizado às margens do Rio Tâmega.
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Local: Rio Tâmega, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 19:04 (PT).
Detalhe da foto: Ponte Romana.
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Local: Rio Tâmega, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 19:09 (PT).
Detalhe da foto: Detalhe da orla do rio.
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Local: Ponte Romana, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 19:10 (PT).
Detalhe da foto: Detalhe em Latim inscrito na lateral da ponte.
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Local: Muralha, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 19:17 (PT).
Detalhe da foto: Os carros de luxo são atrações a parte.
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Local: Área Central, Chaves, PT
Data/Hora: 12/07/2008 às 19:25 (PT).
Detalhe da foto: Uma das muitas vielas da cidade.
 
JUNHO
Domingo
13

Este foi um dia tranquilo e caseiro. Após o almoço fomos a terra natal de familiares: a aldeia de Campo de Égua.
No caminho, muitas subidas, algumas descidas e muitas curvas fechadas. Pode-se dizer sem medo que não andávamos mais em Trás os Montes, mas em cima destes.
Campo d´Égua não chega a ser cidade, tendo algumas poucas dezenas de casas, assim denomina-se aldeia. Vale ressaltar que há inúmeras aldeias por toda a parte, portanto a cada par (ou pouco mais) de quilômetros chega-se a uma delas.
Pertencente ao distrito de Valpaços, Campo D´Égua ainda mostra bons sinais de parada no tempo. Há ainda muitas construções (casas) antigas, é um lugar simples, mas onde se encontram também algumas casas modernas.
Muitas das casas encontram-se fechadas, algumas abandonadas, um sinal claro da migração das novas gerações para os grandes centros urbanos de toda a Europa.
Assim, o cultivo do azeitonas (olivais), de castanhas e outros produtos agrícolas típicos encontra-se em decadência. Grande parte dos atuais habitantes são idosos, seus descendentes já não residem ou se interessam pelos velhos costumes e trabalhos.
Neste lugarejo, há uma interessante história (ou lenda?): Existia um castanheiro no terreno da igreja (próximo ao muro) que dava muitas e boas castanhas. Contam os antigos que pessoas iam lá roubar as castanhas e que de uma noite pra outra a árvore havia se transformado em carvalho, surpreendendo aqueles que planejavam pegar as castanhas daquela safra. Posteriormente, outro fenômeno foi relatado a esta árvore: de uma noite pra outra todos os seus galhos e ramos desapareceram, restando apenas o tronco seco e praticamente petrificado (ver foto).
No caminho, paramos na aldeia de France, onde há uma fonte de água mineral. Esta é a água que bebemos, sempre que passamos pela região enchemos várias garrafas e as levamos.
De volta a Chaves, já no período noturno, foi possível admirar a beleza da cidade durante a noite. O castelo, bem iluminado e imponente no relevo, consegue ser visto de toda parte, encantandor como sempre.

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Local: Aldeia de Campo de Égua, PT
Data/Hora: 13/07/2008 às 13:51 (PT).
Detalhe da foto: Fonte.
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Local: Aldeia de Campo de Égua, PT
Data/Hora: 13/07/2008 às 14:11 (PT).
Detalhe da foto: Vista panorâmica.
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Local: Aldeia de Campo de Égua, PT
Data/Hora: 13/07/2008 às 14:21 (PT).
Detalhe da foto: Cultivo de castanhas.
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Local: Aldeia de Campo de Égua, PT
Data/Hora: 13/07/2008 às 14:29 (PT).
Detalhe da foto: Tronco do castanheiro que se transformou em carvalho.
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Local: Aldeia de France, PT
Data/Hora: 13/07/2008 às 16:29 (PT).
Detalhe da foto: Fonte de água mineral em France.
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Local: Cidade de Chaves, PT
Data/Hora: 13/07/2008 às 14:29 (PT).
Detalhe da foto: Vista noturna de Chaves, a partir da Praça do Brasil.
 
JUNHO
Segunda
14

No dia 14 fui conhecer, com a família, um pouco mais da cidade de Chaves.
Passeamos por seus prédios históricos, igrejas antigas, jardins do Castelo, Forte e Muralha.
O calor intenso (com temperatura acima dos 35 graus) já demonstrava o que seria o Verão em Portugal. E o céu azul e a luminosidade intensa permitiriam conseguir fazer fotos espetaculares nos dias que se seguiram.
Infelizmente, muitos lugares ficaram sem foto, devido a falta de pilhas para a máquina fotográfica.
As igrejas visitadas, muito antigas, apresentam imagens em azulejos magníficos pintados à mão, juntamente com vitrais e outros objetos, dando-nos uma idéia do que era o mundo muito antes do descobrimento do Brasil. Infelizmente, em muitas igrejas, há proibição de fotografar ou filmar. Assim, deixei de registrar (ao longo de toda viagem) muitas coisas bonitas que encontrei nas igrejas.

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Local: Interior de uma das igrejas de Chaves, PT
Data/Hora: 14/07/2008 às 11:28 (PT).
Detalhe da foto: Azulejos portugueses decoram todas as paredes laterais da igreja.
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Local: Igreja em Chaves, PT
Data/Hora: 14/07/2008 às 11:33 (PT).
Detalhe da foto: Fachada de uma das muitas igrejas antigas de Chaves.
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Local: Igreja em Chaves, PT
Data/Hora: 14/07/2008 às 11:34 (PT).
Detalhe da foto: Fachada de uma das igrejas antigas de Chaves.
 
JUNHO
Terça
15

Neste dia fomos conhecer algumas cidades da região (Norte de Portugal).
Nossa primeira parada foi a belíssima cidade de Mirandela, cercada de praças e jardins floridos. O rio Tua, com suas pontes e com grandes áreas de lazer em suas margens (praças, parques, jardins) acrescenta ainda mais beleza e convida o visitante a passear.
Em Mirandela, também existem algums prédios históricos, tudo muito bem cuidado, portanto, um prato cheio para fotografias.
Entretanto, não poderia deixar de comentar sobre o comportamento de alguns moradores de Mirandela: tem uma visão de mundo antiquada, pois se incomodam com casais abraçados e consideram um escândalo um beijo em público. A melhor explicação para este fenômeno talvez seja a elevada população de pessoas idosas, que de alguma forma não foram capazes de acompanhar as mudanças nos hábitos. Apesar de ter observado a presença dominante de elevada faixa etária por todo o país, foi somente nesta localidade que pude testemunhar este aspecto de velhos costumes. Vale ressaltar que minhas observações não devem ser generalizadas, uma vez que partem exclusivamente de uma única e breve percepção. Também cabem elogios ao seu povo: fomos bem atendidos nos vários pontos visitados em Mirandela.
Na parte da tarde, após um delicioso almoço (bacalhau assado), seguimos para a cidade de Valpaços.
Valpaços se destaca por ser um centro administrativo e de comércio da região, consequentemente de grande número de lojas, bancos, praças e prédios públicos. Seus jardins, bem cuidados e harmoniosamente floridos, embelezam e valorizam prédios e praças, num cenário estimulante para a fotografia e a contemplação.
Olhamos rapidamente a cidade, tiramos algumas fotos nas praças principais e depois seguimos para Vassal, a fim de rever familiares.
Nas estradas, sempre nos deparamos com imagens inusitadas, como os campos de oliveiras (olivais), pastoreio de ovelhas, etc. Nem mesmo o Pôr-do-Sol e as paisagens de estrada escaparam das lentes deste turista aspirante à fotógrafo, que depois já começava a imaginar o trabalho que daria fazer alguma seleção de melhores fotos.

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JUNHO
Quarta
16

Nesta quarta-feira (16) foi um dia de feira na cidade de Chaves, então saímos relativamente cedo pra fazer compras.
A feira não tinha nada de diferente daquelas feiras-livres brasileiras (o tumulto de sempre), não havia, portanto, motivo para ser registrada fotograficamente nesta viagem. Percorremos tudo. Interessante é que não achei nada muito barato, a não ser os hortifrutigranjeiros.
No final da manhã, aproveitando a proximidade da cidade de Chaves com a fronteira da Espanha, acrescido do fato que os combustíveis são ligeiramente mais baratos do "outro lado" e que o carro iria até lá para ser abastecido, não tive dúvida de ir junto, pois não imaginava outra forma de conhecer (ou melhor, "botar os pés") em outro país europeu nesta viagem.
As fronteiras são abertas, porém penetramos apenas poucos quilômetros em terras espanholas, somente o suficiente para chegar ao primeiro posto de gasolina. De qualquer jeito, já poderia dizer que estive na Espanha, não é mesmo?
Neste trecho, vi poucas casas e lojas de beira de estrada, nada tão agradável aos olhos quanto as casas portuguesas que havia conhecido.
Mais tarde, sozinho, fui caminhar no Centro de Chaves, onde pude fazer mais algumas fotos, memorizar caminhos e continuar a admirar com tranquilidade os belos recantos. E é claro que na volta pra casa da família traria uns docinhos pra experimentar. Você não?

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JUNHO
Quinta
17

Com um belo dia de sol e um pouco mais de "coragem" pra caminhar, passamos a quinta-feira andando em outros lugares da cidade de Chaves.
A cidade não é nada pequena e tem muitos cantos e recantos afastados do centro para serem visitados.
A primeira parada foi no Jardim Público (antigo Jardim dos Namorados), um espaço pitoresco e relaxante.
No seu interior, o Jardim Público possui muitas árvores (que pelo porte pode-se afirmar serem centenárias), portanto com bastante sombra para o dia com calor. Há também jardins bem decorados e floridos, um riacho com pontes e até um grande coreto. Nele, pude ver crianças brincando, pessoas andando de bicicleta e alguns casais de namorados. Quando tirei uma foto de longe deste jardim no dia 12, já imaginava o quanto deveria ser belo e que precisava conhecê-lo de perto. Finalmente isto estava acontecendo.
Posteriormente, caminhamos por outras ruas e avenidas da cidade, onde pude conhecer um pouco mais as lojas do comércio local. Dentre estas, destaco o Mercado Europa, uma loja de artigos variados, sobretudo de cama, mesa, banho e decoração. Com preços atrativos (e até menores que o praticado nas feiras), trata-se de um bom lugar pra comprar roupas e até lembrancinhas.
A noite, fomos a praça principal de Chaves, onde assistimos a uma apresentação musical cubana. Na volta, toda a beleza das ruas antigas do centro da cidade, iluminadas por lampiões, onde muitas pessoas caminhavam tranquilamente, curtindo a vida noturna da cidade.

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JUNHO
Sexta
18

Este foi um dia de quebrar recordes. Possivelmente das mais longas e difíceis caminhadas, mas também de registrar com a câmera a maior quantidade de fotos em um só dia (mais de 200 fotos! Evidentemente neste diário somente algumas serão mostradas).
A viagem começou cedo, destino a Barcelos, a terra do "galinho" que é um dos grandes símbolos de Portugal.
Em mais um dia de muito sol e calor, chegamos a cidade de Barcelos, onde comecei a fotografar quase sem parar, tantos eram os lugares e detalhes que surgiam pelo caminho. Não havia guias, eu e a minha família éramos exploradores natos e, consequentemente, grandes andarilhos.
Nas caminhadas por Barcelos, conhecemos ruínas medievais (com muitas inscrições místicas), igrejas seculares e mais jardins esplendorosos, além de observar uma interessante ornamentação de muitas ruas em virtude de festas religiosas locais. Essa é, inclusive, uma característica marcante de quase todas as cidades portuguesas, dadas as fortes tradições católicas, marcadas por festas e comemorações folclóricas em homenagem a santas e santos padroeiros.
Barcelos, é, portanto, muito mais que a "terra do galinho", é importante sítio arqueológico de monumentos construídos pelas diversas civilizações que a habitaram no passado. Não conhecemos todos os seus monumentos, pois além de não seguirmos um roteiro turístico profissional, almejávamos conhecer outra interessante e próxima cidade: Braga.
Braga é uma cidade muito grande, com muitos edifícios, avenidas, congestionamentos e toda a sorte de características de uma metrópole.
Mas nosso destino em Braga era bem específico: visitar o santuário do Bom Jesus, importante centro de peregrinações religiosas deste país. Assim, dentro da cidade, era como estar em avenidas do Rio de Janeiro ou Recife, então nada registrei do que era tão igual.
O santuário do Bom Jesus fica um tanto afastado, no alto de uma montanha. De imediato, pude perceber imponentes igrejas, pequenas construções religiosas, restaurantes e um fantástico mirante para ver toda a cidade. Tudo antigo, gigantesco e muito pitoresco.
As fotos continuaram, tentando registrar os recantos, os detalhes, a paisagem. Captei o que pude, sabendo que muito mais existia, mas que não haveria tempo (nem pernas) pra tanto "desbravamento" em uma só tarde.
A primeira subida, até um patamar de restaurantes e passeios a cavalo demonstrava a grandiosidade do lugar e o sacrifício reservado aos penitentes. Após almoçarmos muito bem, optamos por visitar outro santuário próximo: O Sameiro. O detalhe é que já havíamos deixado o carro uns 2km abaixo e resolvemos subir a pé ainda mais (outra montanha), numa caminhada de mais de 40 minutos e grande calor.
Subir ao Sameiro a pé, é uma experiência inesquecível, marcante, dolorosa. Mas a fé e a curiosidade nos deram as forças necessárias. Sem falar que a penitência é uma louvável atitude cristã e um atenuante aos nossos muitos pecados.
O santuário do Sameiro é ainda mais impressionante que o do Bom Jesus, sendo ainda maior, mais imponente. Tudo era grandioso, repleto de monumentos e recantos que as palavras não conseguem descrever. Os monumentos não eram tão antigos quanto os do Bom Jesus, porém muito belos e cheio de cuidados.
A descida aguardava novas surpresas, num caminho diferente, por dentro da mata, onde podíamos ver muitos recantos para passar o dia com a família (mesas de piquenique, lagos, fontes, pontes, barcos etc).
De volta ao Bom Jesus, agora fotografado com mais detalhes, descemos até o carro pelo caminho que os penitentes fazem para subir: as escadarias.
Com seus muitos chafarizes e vãos, ricamente ornamentados, as escadarias do Bom Jesus de Braga tornam-se uma atração que impressiona pela magnitude e pela obra de engenharia que foi feita há séculos. Apesar de tantas fotos, faltam palavras pra dizer o que se sente ao caminhar nesse lugar (física, emocional e mentalmente).
Na volta pra casa (Chaves), estávamos muito cansados, mas certos de que havíamos superado nossos limites físicos por uma fé, por uma determinação que nosso intelecto não julgava possuir. Foi uma descoberta maravilhosa e uma injeção de ânimo para nossas almas.
Já sabia que o dia seguinte seria de um merecido repouso para todos, mas que isso não significaria passar o dia todo trancado em casa.

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JUNHO
Sábado
19

No dia 19, as pernas foram poupadas das grandes caminhadas e passeios. Mesmo assim, fomos conhecer um terreno da família em Nantes, nas proximidades da cidade de Chaves. Peras e maçãs são frutas comuns e abundantes por lá e podemos tirá-las diretamente do pé e comer.
As frutas, legumes e verduras da região não trazem, praticamente, agrotóxicos, portanto é possível sentir profundamente o sabor de cada coisa que comemos. Então, coisas que não costumamos gostar tanto de comer acabam por ser incrivelmente deliciosas ao revelarem seu verdadeiro sabor.
Outro pequeno passeio do dia foi ir ao mercado Modelo em Chaves, local de muitas lojas de departamento e um supermercado. No estilo "shopping-center", encontramos lojas enormes e com grande variedade de mercadorias. Pude apreciar muita novidade tecnológica, numa grande tentação ao consumo desenfreado para quem tenha muito dinheiro.
No período noturno, por causa do calor que fazia mesmo a noite, fomos passear nas Caldas e com o notebook num banco a beira do rio Tâmega apreciamos as muitas e incríveis fotos tiradas no dia anterior.
Nesta noite, vimos relâmpagos aproximando-se e depois choveu com certa intensidade. Este foi o único dia de chuva em toda a viagem, fazendo com que o resto da noite e parte do dia seguinte tivessem uma temperatura bem mais baixa.

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JUNHO
Domingo
20

No dia 20, sem o calor habitual, e após uma breve parada no supermercado, seguimos para Santiago da Ribeira do Alhariz, uma aldeia próxima de Campo de Égua, que inclusive é Freguesia desta última.
Estruturalmente, em Portugal temos em ordem crescente: Aldeias (pequenos povoamentos), Freguesias (geralmente Aldeias responsáveis por um conjunto de Aldeias), Concelhos (normalmente cidades maiores - detalhe: escreve-se com "c", não com "s") e Distritos. Parece complexo aos olhos de um brasileiro, mas a estas alturas já estava me acostumando com as nomenclaturas.
Em Santiago, visitamos apenas a igreja e, em seu fundo, o cemitério da localidade. No pequeno cemitério, visitamos o túmulo da família.
Seguimos então para Campo de Égua para rever parentes e almoçar. Depois, em caminhada pela aldeia, pude conhecer várias pessoas da época de infância da minha mãe, fazendo algumas visitas e paradas. Tudo isso, naturalmente, acompanhado de curiosos.
Não é exagero afirmar que a memória de minha mãe aos 70 anos ainda é perfeita e capaz de lembrar de todos, desde a infância, inclusive pelo nome de cada um, de cada pequeno lugar da região e de cada uma das histórias.
Na volta pra casa (Chaves), o presente foi o magnífico pôr-do-sol na estrada.

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JUNHO
Segunda
21

No dia 21 saímos cedo para a cidade de Valpaços, onde fizemos uma rápida passagem para solicitar a emissão de alguns documentos úteis.
De lá fomos até Arvoredo, conhecer o Santuário de São Caetano, um lugar de muitas árvores e gramados, onde fizemos também um breve passeio e bebemos da famosa água de poderes curativos de sua fonte de 3 bicas. Ao menos lá estava escrito "É de São Caetano esta fonte pura. Quem nela beber, de seus males cura".
Diante dos imponentes santuários visitados, o Santuário de São Caetano é o mais simples e menor, com uma beleza mais natural do que arquitetônica. De um de seus lados, temos uma magnífica vista, de onde se vê montanhas ao longe, estas já pertencentes a Espanha.
Na rota da volta, fomos conhecer o Hotel Casino (Solverde Hotel Casino Chaves), um imponente e luxuosíssimo cassino onde só entra "quem pode". Evidentemente, não passamos da entrada nem foi permitido fotografar o seu interior.
Antes de retornarmos pra casa, ainda fomos visitar a casa de parentes, onde comemos muito bem e falamos muito, como sempre. Tive a oportunidade de conhecer ali mais uma parte da minha família.

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JUNHO
Terça
22

Marcado por uma bela e distante viagem, o dia 22 começou com uma saída de casa bem cedo, pois iríamos cruzar fronteiras e rodar algumas horas rumo à Espanha, tendo como destino final a magnífica cidade de Santiago de Compostela.
Rodando por gigantescas estradas e auto-estradas, adentramos em território espanhol, cujas características logo puderam ser notadas: a maior distância dos povoamentos e estradas (semelhante ao Brasil), o clima abafado e, é claro, o idioma, com nomes bem curiosos aos meus olhos de observador.
Nas cidades que tivemos que cruzar, as sinalizações não eram tão claras, ficamos um tanto confusos com placas escondidas, inexistentes e até mesmo apontando o mesmo lugar para caminhos opostos. Mas como "quem tem boca vai a Santiago" (e a Roma também), fomos parando e perguntando e assim conseguimos seguir viagem.
No caminho, a bela e relativamente grande cidade de Ourense, dava uma dimensão da beleza que iríamos encontrar. Como Portugal, nesta região também se viu muitas construções, obras por toda parte, muitos prédios novos, uma região em processo de renovação e crescimento.
Não sabíamos ainda o que iríamos encontrar, mas na estrada já podíamos observar grandes grupos de peregrinos em direção a Santiago de Compostela.
Finalmente chegamos a esta grande e impressionante cidade onde está um dos maiores santuários católicos do mundo e que traz na figura do Apóstolo São Tiago o título de padroeiro da Espanha.
A cidade estava abarrotada de peregrinos, de visitantes, num espetacular encontro de culturas e povos, como jamais havia vivenciado.
Mesmo de longe é possível avistar as enormes torres das antiquíssimas igrejas, ricamente ornamentadas por fora, tanto quanto por dentro. Precisaríamos passar muitos e muitos dias para observar a quantidade de detalhes de todas as construções existentes, pois cada pequena parede ou canto é repleta de simbolismo (e por que não dizer de mistérios e sinais).
Bem que tentei documentar isso com quase 200 fotos tiradas, mas ficaram faltando ainda as fotos do interior das magníficas igrejas, pois era proibido fotografar (regra que obedeci por uma questão de profundo respeito, mesmo vendo tantas pessoas que ignoraram os avisos e fotografavam freneticamente nestes ambientes).
Com tanta grandiosidade, seja arquitetônica, seja de símbolos ou seja de devotos e seguidores, é incontestável afirmar a existência de uma energia superior pairando neste lugar. E dentro da catedral, buscando "sintonizar-se com o ambiente", é possível sentir esta energia de forma ainda mais intensa, algo capaz de nos dar uma fortíssima, rara e agradável emoção, algo que as palavras não conseguem descrever.
A catedral, igreja de São Tiago apóstolo, é gigantesca em comprimento e em altura. Nas laterais, várias câmaras e altares, confissionários e muitas inscrições extremamente antigas. O altar é majestoso e destaca em ouro a imagem do santo. É possível visitar por trás do altar o túmulo deste patriarca da Igreja. Devido a época da nossa visita (na semana do santo), andamos sempre em meio a filas e grandes aglomerações, mas estranhamente isso não nos incomodou.
Vale ressaltar que não fizemos um estudo dos monumentos que iríamos encontrar, fomos simplesmente explorando o que nossos olhos conseguiam perceber. Mesmo assim fomos capazes de desbravar, por horas, muitos e muitos pontos da cidade. Portanto, caminhamos bastante e subimos e descemos muitas ladeiras e escadarias, isso apesar do intenso calor que fazia.
O que mais dizer da cidade? A área central, onde estão seus principais monumentos, é muito antiga, repleta de vielas e pequenos largos. Podemos encontrar muitas lojas, com preços variados (vale a pena fazer uma pesquisa) e muitos restaurantes, a maioria servindo frutos do mar (crustáceos) que podem ser vistos ainda vivos em aquários nas vitrines. Estes estabelecimentos funcionam em prédios antiquíssimos e servem uma comida mais temperada que a habitual e com preços "compatíveis" com um lugar turístico (mais caros, portanto).
Na parte da tarde, retornamos para Portugal, passando as mesmas dificuldades de acertar o caminho. Chegamos quase ao anoitecer em Chaves, cansados, mas satisfeitos com a jornada tão diferente que vivenciamos.
Este foi um dia inesquecível, foi para mim a realização de um sonho que não havia sido planejado e que ficaria pra sempre guardado no meu coração.

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JUNHO
Quarta
23

Após a longa e fascinante viagem do dia 22, o dia 23 necessariamente seria um dia de descanso. Por este motivo permanecemos em casa, em Chaves.
Neste dia, simplesmente fui caminhar sozinho e a pé por algumas áreas da cidade. Com calma, sem pressa, até porque as pernas ainda não haviam se recuperado, pude olhar mais algumas lojas do comércio, procurar umas lembrancinhas e, é claro, tirar algumas poucas fotos de locais que eu ainda não tinha fotografado.
Devido a pausa no ritmo, pude sentir que teria menos de 1 semana em Portugal, que portanto a viagem começava a chegar ao fim. Isto quis dizer também que passei 2 semanas maravilhosas com a mente desligada do meu mundo cotidiano, o que foi fantástico.
Era hora também de programar nossa viagem até Lisboa, ver passagem, hospedagem, essas coisas, pois o vôo de volta ao Brasil sairia no dia 29, pela manhã, da capital portuguesa.

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JUNHO
Quinta
24

O dia 24 foi um dia de encontro com a família.
Pela manhã, resolvemos algumas coisas em Chaves e partimos depois para a Aldeia de Campo de Égua, onde almoçamos em família.
Caminhando com primos, pude explorar a parte rural, ver terrenos cultivados, terrenos vazios, enfim, a simplicidade dessas propriedades.
Infelizmente vi muitos terrenos abandonados, terra sêca que lembra muito o sertão nordestino brasileiro, e fazia intenso calor também. Acredito que o abandono se deva à migração do homem do campo para a cidade e da falta de interesse das gerações mais novas pela vida no campo, algo que já havia relatado neste diário.
Em família, fomos depois a capela para rezar. Em seguida fomos todos passear em outra cidade: Carrazedo de Montenegro.
Carrazedo tem como principal destaque a sua igreja, ao alto. Fizemos um breve lanche e depois caminhamos um pouco pelas ruas do lugarejo.
Nesta caminhada, fomos até a igreja, mas não entramos porque estava em plena missa.
Na volta pra casa, como sempre, belas imagens do pôr-do-sol na estrada.

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JUNHO
Sexta
25

Ainda havia onde passear em Chaves, sim. Foi o que fizemos no dia 25.
Apesar do dia nublado (um dos raros dias sem céu azul), fomos até as muralhas do Forte, onde tiramos lindas fotos nos gramados ao seu redor. As flores, formando desenhos perfeitos sobre a grama, além da beleza dos desenhos formados, mostra o grande zelo que o povo e o Estado têm com o patrimônio público.
No período noturno, fomos ver uma típica apresentação de danças folclóricas. Descobri que existem muitas danças típicas, que existem ainda muitos grupos que se apresentam e que isso ainda contagia imensamente o povo local. Fez um pouco de frio nesta noite, mas a animação de quase todos ajudou a esquentar e a esquecer esse frio. E para vermos as apresentações, ficamos na rua até, praticamente, o iniciar da madrugada. Infelizmente as fotos noturnas não ficaram muito boas, mas os momentos foram devidamente registrados.
Na volta pra casa, caminhando pelas ruas de Chaves, a beleza da iluminação noturna da cidade era o que eu mais admirava, sem falar na despreocupação com a nossa segurança.

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